Com leve aumento no acumulo de água, sistema Cantareira terá capitação ampliada pela Sabesp em SP

O Sistema Cantareira teve um leve aumento de 22,7% para 35,8% e passou á operar a partir deste domingo (1º), na Faixa 3 (classificada ainda como Alerta). 


Com os acumulados de chuva subindo ainda aos poucos, os reservatórios do sistema de abastecimento de água, ainda seguem operando em estado moderado, na Grande São Paulo.

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Sistema Cantareira teve um leve aumento nos últimos dias e passou á operar a partir deste domingo (1º), na Faixa 3 (classificada como Alerta). A decisão foi conjunta dentre a ANA e a Agencia de Águas do Estado (SP Águas). 

Com a mudança de nível do reservatório, a Sabesp fica autorizada a ampliar a captação de água de até 23 metros cúbicos por segundo para até 27 m³/s, conforme os parâmetros definidos na Resolução Conjunta nº 925/2017.


A alteração ocorre depois de uma recuperação expressiva do volume armazenado em fevereiro. O índice do sistema saltou de 22,7% para 35,8% ao longo do mês, impulsionado por chuvas acima da média histórica. No último dia 27, o percentual estava em 35,42%, acima do patamar mínimo de 30% exigido para enquadramento na Faixa 3.

Além do aumento da retirada regular, a companhia poderá recorrer, se necessário, à vazão proveniente da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, respeitando os limites já autorizados.

Chuvas acima da média favorecem recuperação

Em fevereiro, foram registrados 244,8 milímetros de chuva na área do sistema, volume superior à média histórica de 200,8 mm para o período. A vazão natural afluente chegou a 72,64 m³/s — quase três vezes o total retirado.

Apesar da melhora, os números ainda estão abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Em 28 de fevereiro de 2025, o Cantareira operava com 59,7% da capacidade, o equivalente a 586 bilhões de litros. 

Atualmente, o volume armazenado gira em torno de 351 bilhões de litros — diferença de 235 bilhões de litros, montante que poderia abastecer uma cidade do porte de São Paulo por mais de três meses.

O impacto positivo também foi sentido no Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que registra 48,2% da capacidade total.

Regras definidas após a crise hídrica

A operação do Cantareira é conduzida de forma compartilhada entre ANA e SP Águas, com acompanhamento diário dos níveis e vazões. As normas vigentes foram estabelecidas após a crise hídrica de 2014/2015 e criaram faixas operacionais que variam conforme o volume acumulado, buscando garantir maior previsibilidade e segurança no abastecimento tanto da Região Metropolitana de São Paulo quanto das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

Durante o período úmido, que se estende até maio, há possibilidade de maior flexibilidade na liberação de vazões para as bacias PCJ, mediante comunicados oficiais.

Economia segue necessária

Mesmo com a evolução nos indicadores, as agências reforçam que o cenário ainda exige cautela. A recomendação é de uso consciente da água e de continuidade das medidas para redução de perdas no sistema.

Na Região Metropolitana de São Paulo, permanece em vigor a gestão noturna de pressão, com diminuição no fornecimento entre 19h e 5h.

Principal fonte de abastecimento da Grande São Paulo, o Sistema Cantareira atende cerca de metade da população da região. 

O complexo é formado por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — e possui volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, a interligação com a UHE Jaguari reforça a segurança hídrica do sistema.


Fonte: Divulgação/ASCOM.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

FLAGRA SP: Peixes aparecem mortos a beira da Represa Billings em SP.