Dois Policiais Civis e um Policial Militar são presos suspeitos de extorquir motorista por aplicativo em Osasco

Os Policiais Civis fazem parte do 10º Distrito Policial (DP) de Osasco. Já o Policial Militar, faz parte da reserva da Polícia Militar do Estado.

Aleksandro Rufino Evaristo e João Galvão de Franca Filho, seguem presos a disposição da Justiça. FOTOS: Divulgação/Polícia Civil.

Dois Policiais Civis e um Policial Militar da reserva, foram presos em flagrante nesta terça-feira (25), por extorsão qualificada a um motorista por aplicativo, em Osasco, na Grande São Paulo.

Segundo informações da Polícia Civil, os Policiais Civis Aleksandro Rufino Evaristo e João Galvão de Franca Filho, fazem parte do 10º Distrito Policial (DP) de Osasco (SP). Já o Policial Cauê Renzi Lovato, faz parte da reserva da Polícia Militar do Estado.


Tudo começou quando um motorista de aplicativo recebeu na noite da última segunda-feira (24), um chamado para buscar um pacote e fazer uma entrega em Osasco (SP). Durante o trajeto, ele foi abordado pelo os PM's Aleksandro, João e Cauê.

Na abordagem, os agentes disseram ao motorista que havia drogas dentro da caixa e que, por isso, ele foi encaminhada ao 10º Distrito Policial. Chegando lá, os Policiais teriam exigido inicialmente uma quantia de R$ 50 mil para liberá-lo.

Sem nenhuma investigação e ao notar que o motorista não teria condições de pagar a quantia naquele momento, os Policiais reduziram o valor para R$ 30 mil, liberaram o motorista e deram um prazo para que ele voltasse até a Delegacia e pagasse a quantia exigida.

Durante a noite, a vítima passou a receber várias ameaças por mensagens via Whatsapp. No dia seguinte, ele procurou a Corregedoria da Polícia Civil e fez uma denuncia do caso. A Corregedoria da Polícia então reconheceu as denuncias e identificou os investigadores.

Uma equipe da Corregedoria foi até o 10º Distrito Policial e deu voz de prisão para Aleksandro Rufino Evaristo e João Galvão de Franca Filho.

Durante os interrogatórios dos acusados, a Corregedoria ligou para o número de telefone de onde teriam partido as ameaças enviadas à vítima. Para a surpresa, o aparelho tocou na sala de trabalho da delegacia que pertencia ao Policial Militar da reserva Cauê Renzi Lovato. Ele também acabou sendo preso em flagrante.

As prisões em flagrante já foram convertidas em preventivas pela Justiça, que também solicitou a quebra do sigilo dos aparelhos celulares apreendidos para aprofundar a apuração do caso. 

A nossa equipe de reportagem procurou a Defesa dos Policiais envolvidos, mas não tivemos retorno. Para proteger a identidade física do motorista, a Polícia Civil não divulgou sua identidade a imprensa.

Fotos: Divulgação/Redes Sociais.

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