Polícia desarticula quadrilha "sufistas de trens" e recupera parte da carga e itens roubados em Aguaí

A operação "Ouro Branco" contou com cerca de 29 Policiais Civis e prendeu quatro pessoas, além de apreender diversos produtos e cargas roubadas.


A Polícia Civil durante uma operação, desarticulou uma quadrilha especializada em furtos de cargas de farelo de soja e açúcar em trens, na manhã desta terça-feira (17), em Aguaí, interior de São Paulo.

De acordo com informações da Polícia Civil, a Operação denominada "Ouro Branco", deflagrada pela Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (DIVECAR) do Departamento de Investigações Criminais (DEIC), reuniu cerca de 29 Policiais. Quatro pessoas foram presas na ação.


Os integrantes da quadrilha, batizados como "surfistas de trens", foram flagrados durante meses por câmeras de segurança, invadindo locomotivas em movimento e roubando sacas de açúcar e farelo de soja. 

Imagens do exato momento dos furtos, foram divulgadas pela Polícia Civil e mostram como a quadrilha agia. Confira as imagens abaixo:


Conforme a Polícia, estima-se que o grupo tenha causado um prejuízo de R$ 13 milhões em dois anos de atuação.

Durante as diligências, os agentes apreenderam três carros, um caminhão, uma moto, sacos utilizados no transporte da carga furtada e dois simulacros de arma, além de outros materiais ligados à atuação do bando.

Policiais Civis arrombando um dos imóveis onde a quadrilha guardava parte da carga roubada. FOTO: Divulgação/Polícia Civil.

Toda a carga roubada, pertence à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA/VLI) e eram levados de trem do interior Paulista para o Porto de Santos (SP), onde lá seriam exportados em navios.

Como funcionavam os roubos

Durante o trajeto do trem já carregado com os produtos, os criminosos acessavam os vagões ainda em movimento, abriam os compartimentos de carga e ensacavam todo o material. 

Logo após, os produtos eram colocados sobre o teto das locomotivas e após ensacar toda a carga, as sacas eram jogadas à beira da linha férrea, onde mais tarde, a quadrilha passava e colhia.


A carga roubada era transportada em veículos para galpões e sítios na mesma região. Nessas propriedades, os produtos passavam por um processo de descaracterização, antes de serem revendidos no mercado, como se fosse produto de procedência legal.

Segundo a Polícia Civil, desde 2023, houve um aumento expressivo dos ataques deste tipo promovidos pela quadrilha, com prejuízos estimados em milhões de reais por ano.

A Polícia agora segue à procura de outros envolvidos neste crime e o caso segue sendo investigado. Os nomes dos detidos não foram divulgados.


Fotos: Divulgação/Polícia Civil.

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