Segundo dados da Abert, em 2025, o Brasil teve cerca de 900 mil casos de ataques virtuais a profissionais de imprensa, o equivalente a 2,5 mil agressões por dia.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), divulgou seu relatório anual de Violações à Liberdade de Expressão, que identifica, registra e mapeia ataques contra jornalistas e comunicadores no Brasil.
Segundo dados do levantamento, em 2025, o Brasil teve cerca de 900 mil casos de ataques virtuais a profissionais de imprensa, o equivalente a 2,5 mil agressões por dia.
Os números, obtidos pela empresa especializada em análise de dados Bites, representam um aumento de 35% nos ataques virtuais à imprensa em comparação ao ano anterior.
Essa alta quebrou uma tendência de queda no número de agressões virtuais, que vinha sendo observada desde o ano de 2019.
Os termos mais utilizados por usuários contra jornalistas foram “lixo”, “podre”, “velha”, “canalha” e “golpista”.
O relatório observou ainda um aumento significativo no uso de ferramentas de Inteligência Artificial como fonte de informação. Em 2025, plataformas como ChatGPT, Claude, Gemini e Grok receberam cerca de 330 milhões de visitas por mês. Só o ChatGPT teve 266 milhões de acessos mensais.
Em relação à atuação de jornalistas e da imprensa como um todo, a pergunta que mais foi feita por usuários foi “A imprensa brasileira tem lado?”.
Agressões físicas e verbais
Em relação a ataques e agressões físicas e verbais, o Brasil registrou 66 casos de violência não letal, envolvendo pelo menos 80 jornalistas e veículos de comunicação, o que equivale a uma agressão contra a imprensa a cada cinco dias.
Apesar disso, tais números configuram uma redução de 9,1% no número de casos e de 5% no total de profissionais vítimas dos ataques, em comparação aos dados obtidos em 2024.
As agressões físicas são o tipo mais comum de violência contra jornalistas detectado ao longo de 2025, representando 39% do total. Foram, ao todo, 25 casos envolvendo ao menos 35 profissionais.
Na sequência, aparecem as intimidações, com 10 registros. Políticos e ocupantes de cargos públicos foram os principais agressores, seguidos de torcedores ou integrantes de times de futebol.
Fonte: Divulgação/Portal dos Jornalistas.
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