O artista é alvo da operação "Fim da Fábula", da Polícia Civil de São Paulo, que investiga uma organização criminosa especializada em golpes virtuais.

O cantor de funk João Vitor Ribeiro, de 28 anos, conhecido como "MC Negão Original", foi preso na manhã desta quinta-feira (25), no Interior de São Paulo.
De acordo com informações as investigações, o artista foi preso em Avaré, interior Paulista. MC Negão é alvo da operação "Fim da Fábula", da Polícia Civil de São Paulo, que investiga a participação dele em uma organização criminosa especializada em golpes virtuais.
Conforme a Polícia, MC Negão tem forte ligação com um esquema de estelionato, onde fez diversas vítimas em vários estados do País.
Juntos, o grupo movimentou cerca de R$ 100 milhões durante cinco anos, como golpes do INSS, golpe do falso advogado e o chamado golpe da mão fantasma.
O grupo também atuava com outros golpes financeiros, como o dos cartões clonados, falsas centrais telefônicas e o uso de bets e fintechs, para clonagem de chaves PIX.
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| MC Negão exibindo uma grande quantidade de dinheiro em espécie, em suas páginas nas redes sociais. FOTO: Divulgação/Instagram. |
A operação cumpre também outros 53 mandados de prisão temporária, além de 120 mandados de busca e apreensão, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas e golpes pela internet, nos Estado de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.
Cerca de 400 Policiais Civis participam da Operação, que tem apoio do Ministério Público (MP). A Justiça já determinou o bloqueio de 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, incluindo a do Canto MC Negão. Os valores bloqueados podem chegar a R$ 100 milhões por conta.

Segundo o Ministério Público, já foram identificados ao menos 36 imóveis ligados ao grupo, muitos deles registrados em nome de laranjas ou empresas de fachada. Também foram localizados centenas de veículos e embarcações, que devem ser apreendidos nos próximos dias.
Os detidos, assim como MC Negão, foram encaminhados a Sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e à 1ª Delegacia de Capturas do DOPE, em São Paulo, onde permaneceram presos à disposição da Justiça.
Fotos: Divulgação/Redes Sociais.
