Operação da Polícia prende influenciadora Deolane Bezerra e outros envolvidos em esquema da facção criminosa PCC

As prisões aconteceram em diversos locais da Capital Paulista e também em Cidades da Grande São Paulo. Entre os presos, está a influenciadora Deolane Bezerra.


A Polícia Civil em operação conjunta com o Ministério Público (SP), cumpriu na manhã desta quinta-feira (21), seis mandatos de prisão, além de busca e apreensão á suspeitos de envolvimento em lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

As prisões aconteceram em diversos locais da Capital Paulista e também em Cidades da Grande São Paulo.

Entre os detidos da "Operação Vérnix", está a influenciadora digital e advogado Deolane Bezerra, de 38 anos. Ela foi presa na própria residência, localizada na cidade de Barueri (SP) e encaminhada a Sede do Departamento de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP), na Capital Paulista.


A Polícia também cumpriu mandatos de prisão contra parentes do chefe da Facção PCC, Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola), que está preso desde o ano de 1999.


Também foram presos Everton de Souza (vulgo Player), indicado como operador financeiro da organização e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, que foi presa em Madri, na Espanha.

Os outros detidos são o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e o sobrinho dele, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. 


O influenciador digital e filho adotivo de Deolane, Giliard Vidal dos Santos, é considerado o contador do esquema e também foi alvo de apreensão. 

Conforme a Polícia, ele movimentou, nos últimos anos, mais de R$ 11 milhões em suas contas. Só em 2023, foram motivados por ele R$ 6,2 milhões. Todos os detidos desta operação, foram encaminhados a Sede do DHPP.


Como funcionava o esquema

Segundo a Polícia Civil, o esquema de lavagem de dinheiro envolve uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP), controlada pela cúpula da facção criminosa (PCC).

A transportadora repassava recursos para outras contas, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro. A Polícia descobriu que duas dessas contas, estão em nome de Deolane Bezerra.

Conforme o Ministério Público (MP), a investigação começou no ano de 2019, onde os alvos eram investigados em forma sigilosa.

Durante a Operação, também foi determinado o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados, incluindo Deolane Bezerra.

Nas últimas semanas, ela estava de viagem em Roma, na Itália. A Polícia Civil Brasileira chegou a pedir a inclusão de Deolane na lista da Difusão Vermelha da Interpol, mas antes disso, ela retornou ao Brasil e acabou sendo presa nesta quinta-feira (21).

Outra investigada

A Polícia procura por outros envolvidos no esquema fraudulento da Facção. Uma mulher identificada como Elidiane Saldanha Lopes Lemos, que seria então sócia da transportadora Lopes Lemos, segue foragida. Ela já foi indiciada pela Justiça.

Participação de Deolane

De acordo com a Polícia Civil, entre os anos de 2018 e 2021, Deolane recebeu em sua conta Bancária física cerca de R$ 1.067.505,00 em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, técnica conhecida como smurfing).

Quem enviava parte deste valores era Everton de Souza, que a indicava para “fechamentos” mensais.

A Polícia também identificou quase 50 depósitos feitos para duas empresas de Deolane Bezerra, no valor total de R$ 716 mil.


Os depósitos mencionados foram realizados por uma empresa que se apresenta como "banco de crédito" e que tem como responsável um homem morador da Bahia. Este senhor recebe apenas em torno de um salário mínimo por mês, algo diferente dos valores citados na investigação.

A análise das contas a débito, tanto de Deolane quanto da empresa dela, mostram que não foi identificado nenhum pagamento relacionado a esses tais créditos, o que é apontado pela investigação como um indício de ocultação e/ou dissimulação de recursos do PCC.

Para garantir o andamento das investigações, a Justiça determinou o bloqueio além de bens o valor de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra. Este valor diz respeito ao que ela não comprovou a origem - com indicativos de lavagem de dinheiro. 

A investigação da Polícia Civil e do Ministério Público continua em andamento, para identificar outros envolvidos neste esquema.


Fotos: Divulgação/Redes Sociais.

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