Ex-Policial Militar procurado pela Justiça morre durante confronto com a PM em Araras

O ex-militar era acusado de envolvimento com organização criminosa e um esquema de proteção ao tráfico de drogas. 


Um ex-Policial Militar procurado pela Justiça, morreu em confronto com a PM, na noite desta quinta-feira (03), em Araras, interior de São Paulo.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP), Rafael Rodrigues de Andrade, de 30 anos, foi localizado pelo os Policiais em um apartamento do condomínio Mirante da Lagoa, localizado no bairro Jardim Cândida.

Os gentes foram até o local durante o cumprimento de um mandado de prisão expedido em 31 de julho deste ano, pela Vara da Auditoria da Justiça Militar de Curitiba (PR).


Conforme a SSP, Rafael ainda tinha 10 anos e quatro meses de pena a cumprir em regime fechado, mas permanecia foragido. A condenação foi por envolvimento com organização criminosa e por crimes previstos no Código Penal Militar.

Ele foi expulso da Polícia Militar do Paraná após ser apontado em investigações sobre um esquema de proteção ao tráfico de drogas. Em 2019, Rafael também foi alvo da Operação Carnívoro, realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Militar do Paraná.

Agentes receberam uma denuncia sobre a permanência do ex-militar nas dependências do condomínio e ao chegarem no local, localizaram Rafael na sacada do apartamento. Ao perceber a chegada dos Policiais, ele se escondeu no interior do imóvel.

Os agentes subiram até o apartamento e tentaram contato com o procurado, mas não obtiveram resposta. Diante da situação, a porta do apartamento foi arrombada.

Ao entrarem no imóvel, os Policiais encontraram Rafael armado que não quis entregar a arma. Diante do risco iminente de agressão, os agentes efetuaram três disparos que acertaram o ex-militar.


Rafael ainda chegou a ser socorrido e encaminhado à Santa Casa de Araras (SP), mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Limeira (SP), onde passará por exames necroscópicos. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná.

Fotos: Divulgação/Redes Sociais.

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