A delegada de 36 anos, mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção criminosa PCC, mesmo atuado como Delegada da Polícia e Advogada.

Uma delegada da Polícia Civil recém-empossada, foi presa nesta sexta-feira (16) em São Paulo, por suspeita de advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com informações do Ministério Público (MP), a delegada Layla Lima Ayub, de 36 anos, mantinha vínculo pessoal e profissional direto, com integrantes da facção criminosa.
Ainda segundo o MP, Layla também é suspeita de ter exercido irregularmente a advocacia ao atuar em audiências de custódia, na defesa de presos ligados a organizações criminosas, apesar de já ocupar o cargo de delegada.
Layla Lima tomou posse como delegada em 19 de dezembro de 2025, durante solenidade no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo. Na ocasião, ela estava acompanhada do namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido no mundo do crime como vulgo "Dedel".

Jardel é apontado pelas autoridades da Região Norte do País, como integrante do PCC e um dos chefes do tráfico de armas e drogas em Roraima. A Justiça já decretou a prisão temporária dela e de Layla. O casal é investigado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Na operação desta sexta-feira (16), além dos dois mandados de prisão, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e de Marabá (PA).
O Ministério Público e a Justiça também apontaram, que Layla e Jardel teriam adquirido uma padaria em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, com dinheiro de origem ilícita, utilizando o nome de um “laranja” para ocultar a real propriedade do negócio.
As investigações prosseguem afim de poder identificar mais envolvidos no esquema. Layla continuará detida a disposição da Justiça.
Fotos: Divulgação/Redes Sociais.
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