O influenciador estava preso preventivamente desde outubro de 2025, quando foi detido durante a Operação "Narco Bet", da Polícia Federal (PF).

O influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, de 31 anos, conhecido nas redes sociais como Buzeira, foi solto na manhã desta quarta-feira (19), do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, no interior de São Paulo.
Ele estava preso preventivamente desde outubro de 2025, quando foi detido durante a Operação "Narco Bet", da Polícia Federal (PF).
A liberdade foi determinada pela 5ª Turma do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que concedeu, na última segunda-feira (17), dois habeas corpus apresentados pela defesa do influenciador.

Na decisão da Justiça, foi determinada a soltura mediante o cumprimento de medidas cautelares alternativas à prisão.
Buzeira foi recebido por dezenas de fãs na porta do Centro de Detenção, durante sua saída. Bastante emocionado, ele ajoelhou no chão e agradeceu a Deus, antes ser ser carregado nos braços pelo os fãs.
Operação Narco Bet
A Operação Narco Bet, investigava um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico internacional de drogas.
Segundo as investigações, a organização utilizava criptomoedas, remessas financeiras ao exterior e empresas ligadas a plataformas de apostas para movimentar e ocultar recursos.
Participaram da operação, Policiais Federais e também Polícia Criminal Federal da Alemanha. A Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores estimados em mais de R$ 630 milhões.
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| Nas redes sociais, Buzeira sempre postava fotos ostentando correntes de ouro e dinheiro. FOTOS: Divulgação/Redes Sociais. |
Para a Justiça, Buzeira mantinha uma relação financeira direta com o contador Rodrigo de Paula Morgado, apontado como operador do esquema. Morgado teria movimentado cerca de R$ 313 milhões entre 2019 e 2024 e transferido R$ 19,7 milhões para contas da empresa Buzeira Digital, da qual o influenciador é sócio.
Investigação sobre rifas
Em junho deste ano, Buzeira também foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) por lavagem de dinheiro e organização criminosa em uma investigação relacionada a rifas clandestinas, estelionato e fraudes em sorteios pela internet.
Segundo a denúncia, o influenciador promovia sorteios de imóveis e veículos de alto valor nas redes sociais. Conforme o Ministério Público (MP), quando os números sorteados não eram vendidos de forma regular, os prêmios poderiam ser direcionados a pessoas utilizadas como intermediárias, para manter os bens sob controle dos organizadores.
Fotos: Divulgação/Redes Sociais.
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