Helicóptero cai em área de mata e deixa três pessoas feridas em Avaré

Três pessoas estavam a bordo, o piloto, copiloto e um passageiro. As três vítimas, foram encontradas feridas, porém conscientes e orientadas.


Um helicóptero particular caiu em uma área de mata de difícil acesso e deixou três tripulantes feridos, na madrugada deste domingo (20), na região de Avaré, interior de São Paulo.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a aeronave havia saído de Guararema (SP) e tinha como destino a cidade de Londrina, no Paraná, quando perdeu altitude e caiu por volta das 0h40m, em uma área de mata na região de Iaras (SP).


Conforme os Bombeiros, três pessoas estavam a bordo, o piloto, copiloto e um passageiro. As três vítimas, foram encontradas feridas, porém conscientes e orientadas.


O piloto apresentava o quadro mais grave e tinha ferimentos nos membros inferiores e na região da bacia, além de fortes dores na coluna.

Já o copiloto, sentia fortes dores na coluna, além de suspeita de fraturas nos membros inferiores. Um passageiro, foi encontrado preso dentro da aeronave, orientado e com ferimentos. 


Todas a vítimas, que não tiveram os nomes divulgados, foram atendidas no local por paramédicos dos Bombeiros. O caso mais grave foi do Piloto, que precisou ser levado por um pelo Helicóptero dos Bombeiros até um hospital de Avaré (SP).

De acordo com as equipes de resgate, as próprias vítimas foram quem acionaram as equipes de resgate, ligando com um tablet para a Central dos Bombeiros. Eles haviam perdido os aparelhos celulares durante a queda.

Aeronave irregular

A aeronave de prefixo PT-YBL modelo Agusta A109C, foi fabricado pela empresa italiana Agusta e tinha capacidade para seis pessoas.

Segundo o cadastro da Anac, o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) estava cancelado, e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA), documento ligado à verificação periódica das condições da aeronave, estava vencido desde maio de 2019.

Modelo semelhante ao que caiu. FOTO: Divulgação/Redes Sociais.

Conforme a Anac, a aeronave também apresenta três restrições relacionadas à aeronave: ordem judicial que restringe a transferência, operação sob responsabilidade de um inventariante e proprietário falecido.

O helicóptero de propriedade privada, não tinha autorização para realizar operações de táxi-aéreo, transporte aéreo regular, serviços aéreos especializados ou voos de instrução.

As causas do acidente estão sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), com o apoio regional do SERIPA IV e também pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Fotos: Divulgação/Corpo de Bombeiros.

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