O caso que motivou a condenação aconteceu em fevereiro de 2019, quando Santos viajava com o motorista em um veículo da prefeitura.
O ex-prefeito de Embu das Artes, Ney Santos, de 45 anos, foi condenado pela Justiça a 3 anos e 9 meses de prisão em regime semiaberto, pelo crime de transporte e porte ilegal de arma de fogo, em São Paulo.
A sentença foi publicada na última quinta-feira (20), e foi motivada após em fevereiro de 2019, o ex-prefeito ser flagrado e preso pela Polícia, quando viajava com o motorista em um veículo da prefeitura, com uma arma de fogo e munições a bordo.
Na ocasião, Ney e o motorista foram parados pela Polícia Militar, após os agentes desconfiarem do trajeto feito pelo condutor.
No assoalho do banco do motorista, os Policiais encontraram uma pistola calibre .380 da marca Taurus com numeração raspada, além de três carregadores e uma mira laser, acessório de uso restrito.
Durante o processo, Ney Santos afirmou que havia se perdido no caminho enquanto deixava a cidade de Cosmópolis, no interior de São Paulo, rumo à Capital Paulista. Ele informou que não sabia que o motorista tinha uma arma irregular dentro do carro.
O ex-parlamentar estava sendo acompanhado por um guarda municipal, pois o motorista havia sido designado de última hora por um assessor. A Justiça, no entanto, afastou está justificativa defendida por Santos.
A juíza afirmou que a arma circulava livremente dentro do carro e que sua visibilidade era evidente. Ressaltou ainda que ambos os réus se revezavam ao volante, o que, na prática, implicaria também o transporte do armamento no interior do veículo.
A magistrada também destacou o fato de que Ney Santos ocupava o cargo de prefeito na época dos fatos e ressaltou que agentes públicos devem observar conduta irrepreensível, já que representam a sociedade. O volume de munições encontradas (15 cartuchos de 9 mm e 30 de calibre .380) também foi considerado uma circunstância negativa.
O Ministério Público (MP) havia pedido a condenação de ambos os réus, argumentando haver provas suficiente de autoria e materialidade. A pena aplicada ao motorista foi de 3 anos e 4 meses de reclusão.
Em nota, Ney Santos afirmou que “permanece tranquilo, confiante na Justiça Brasileira e certo de que a verdade prevalecerá, como sempre prevaleceu”. Ele aproveitou e criticou a divulgação precoce da pena e acusou interesses eleitorais em sua conclusão nesse momento, afirmando ainda, que permanece elegível.
Fotos: Divulgação/Redes Sociais.