O caso teria acontecido durante o debate entre os principais candidatos a prefeito da cidade, realizado em agosto de 2024.

A Justiça Eleitoral condenou o prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), a quase sete meses de prisão, por difamação e injúria eleitoral.
Segundo a pasta, o caso teria acontecido durante o debate entre os principais candidatos a prefeito da cidade, realizado pelo portal G1 da Rede Globo, em agosto de 2024.
A decisão é da juíza Clarissa Rodrigues Alves e foi conduzido pela 258ª Zona Eleitoral da Capital Paulista.
Na sentença, Clarissa avaliou que o prefeito Taka Yamauchi ultrapassou os limites da crítica política ao vincular de forma intencional o apelido de Marco Aurélio ao crime organizado.
Para a magistrada, a forma como a declaração foi construída “não deixa dúvidas quanto ao seu potencial ofensivo”.
"É de conhecimento notório que 'Marcola', e não a vítima, é um dos líderes da facção criminosa denominada PCC. O réu sabia que o apelido da vítima Marco Aurélio era 'Marcola', e ao relacionar o seu nome com o crime organizado por suposta utilização de verbas irregulares, assumiu o risco de provocar o resultado no caso em questão, qual seja, a ofensa à honra objetiva e subjetiva da vítima", escreveu Clarisse.
Na ocasião, Taka fez uma pergunta ao então prefeito Filippi (PT), que concorria à reeleição:
"O Brasil vem sofrendo há muito tempo com o crime organizado, inclusive o tal de Marcola, lá de Brasília, de forma irregular, mandou dinheiro aqui pra Diadema, conforme denunciado pela mídia, e o pior é que esse dinheiro não chegou para a população. A pergunta é simples, candidato, cadê o dinheiro? Tá vindo de táxi?", disse Taka Yamauchi.
Apesar da decisão, o prefeito poderá recorrer a sentença em liberdade. A pena fixada na decisão é de 6 meses e 25 dias de detenção. Se condenado, o prefeito de Diadema poderá cumprir a pena em regime aberto. Cabe recurso, e Taka pode recorrer em liberdade.
Em nota, a defesa de Taka Yamauchi afirmou que tomou ciência da sentença e que apresentará recurso no prazo legal.
Foto: Divulgação/Portal Dgabc.